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Sketchbooks – As Páginas Desconhecidas do Processo Criativo segunda-feira, 8 novembro, 2010
Li na Folha que saiu um livro muito interessante. A editora Pop lançou a versão brasileira do livro “Sketchbooks – As Páginas Desconhecidas do Processo Criativo” (organização de Cezar de Almeida e Roger Bassetto, 272 págs., R$ 120). O livro traz imagens e depoimentos de 26 artistas com a proposta de desvendar o método de criação de cada um. Nesse link dá para ter uma prévia das imagens no site da Folha.
Esquecer é parte da nossa sobrevivência terça-feira, 2 novembro, 2010
Arrumar coisas antigas tem sempre o objetivo de jogá-las fora. Para mim uma tarefa sempre postergada, freqüentemente por anos, e que dispende muito tempo. Não só por causa da quantidade de coisas – na verdade a maior parte papéis – guardados, mas porque a cada folha ou recorte ou jornal ou pedaço de papel, eu tenho que ver e decidir. Às vezes também não me escapa à leitura e me vejo absorta como a ler o livro da minha vida.
Na limpeza desse feriado encontrei um artigo do Estadão sobre a obra do neurocientista Iván Izquierdo. “Esquecer é parte da nossa sobrevivência”. “Criamos memórias falsas o tempo todo”. “Não há memória que não seja relacionada a um sentimento seja ele alegre, triste, eufórico, melancólico.” “Ninguém esquece o dia em que morreu Ayrton Senna, mas ninguém lembra o que estava fazendo antes ou depois dele”.
Fico contente com as caixas que consigo preencher rumo à lixeira, mas elas nunca superam as que ficam, contrariando o olhar do marido e o neurocientista, que diz que o esquecimento talvez seja o aspecto predominante de nossa memória. Guardo para não esquecer?
As coisas “úteis” que reencontro, porém, raramente são reutilizadas, mas já que estão nesta categoria, mudam de lugar e continuam na casa. Guardo para relembrar?
Por outro lado, por coincidência, uma das coisas que o neurocientista ressaltou foi o que ele chama de extinção e repressão, como a forma mais acabada da arte de esquecer. “Fulano era do PDT, mas agora está no PT”. Sabem de quem estou falando, não?
Estou tentando rever os critérios do que “fica” e o que “vai”. Reconhecer que informações tornaram-se antigas e dispensáveis, reconhecer que não sou historiadora nem depositória de algum museu. Reconhecer que a vida é transitória e que, um dia quando eu partir, provavelmente tudo isso irá para o lixo muito rapidamente e o espaço estará livre para outras existências, conhecimentos, emoções.
Virgílio, Anita, FB e Twitter sexta-feira, 29 outubro, 2010
Todo dia leio Anita postar no seu Facebook os conselhos e as frases do Guru do Amor, Falando de homem com a Diabinha, 25 dicas para ser mais feliz na vida, Sabedoria de Caco Antibes, Sábios provérbios da Magda, O que você queria dizer, mas a educação não deixa, Frases de Chico Xavier, Frases de Charles Chaplin, Já a minha avó dizia…e cada dia aparece mais um aplicativo do FB disparando frases. Acho engraçadas algumas frases, e talvez por isso não mande o FB ocultar todos os posts com esses conteúdos, como já fiz com os avisos de amigos sobre o Farmville e qualquer game do FB. Acho que me irrito mais com o volume do que com o conteúdo em si. É como testemunhar uma compulsão, mas para ela é apenas diversão. Por outro lado, diariamente ela escreve que está feliz e declara seu amor ao novo namorado. Nesse caso conteúdo e volume estão intrinsecamente ligados.
Virgílio costuma reclamar de tudo no Twitter – do sapato apertado à indignação com as eleições em sua cidade. Comida ruim, fila, denúncias na imprensa, clima seco, livros perdidos, tudo acontece com ele. E conosco também, mas ele reclama por ele e por nós. Na sua “rabugentisse” crítica, fica contente quando lhe dão unfollow aqueles que discordam de suas posições, uma vez que são reacionários. Às vezes penso que comemora mais as perdas do que os ganhos em número de seguidores.
Boca a boca domingo, 11 julho, 2010
Saber as coisas pelo boca a boca e não pela tv, pelo jornal ou até mesmo pelo portal da internet… tem acontecido muito. E quando falo boca a boca quero dizer Twitter, um boca a boca de vozes diversificadas, algumas conhecidas, outras reverberadas quando as pessoas “retuítam” as falas de outros.
Você pode ficar sabendo em 1ª mão do último terremoto, do gol que acaba de ser feito, que acabaram de encontrar o corpo do caso policial da semana, que foi escolhido o vice-candidato a presidência, que há uma vaga de emprego, que um poeta morreu, que alguém está de saco cheio.
É um almanaque, mas quando a mídia fica monotemática às vezes o Twitter também reproduz isso. Aí, é melhor por uma música e desligar…
Veja o mapa da Virada Cultural 2010 sexta-feira, 14 maio, 2010
A maratona começa às 18h de sábado (15/5/10), ao som dos cubanos Barbarito Torres e Ignacio Mazacote, do grupo Buena Vista Social Club, e segue pela noite, madrugada,manhã e tarde, sem parar, até às 18h de domingo.
Praça Júlio Prestes
Av. Duque de Caxias, próximo à Sala São Paul
18h: Barbarito Torres e Ignacio Mazacote (Cuba)
21h: Zélia Duncan
00h: Céu
03h: Living Colour (EUA)
06h: Instituto + Z’África Brasil
09h: Palavra Cantada
12h: Toquinho
15h: ABBA – the Show (Suécia – Inglaterra)
18h: Cantoria – Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo
Além da abertura com os músicos cubanos, o principal palco da Virada traz duas cantoras, uma com maior apelo popular (Zélia Duncan) e outra com carreira ascendente no exterior (Céu). Velho conhecido do público brasileiro, a banda norte-americana Living Colour deve reunir fãs fiéis na madrugada ao som de seu último álbum, The Chair in the Doorway (2009), assim como o Instituto acompanhado do Z’África Brasil, únicos expoentes da música negra na programação. À tarde, é a vez de uma homenagem ao grupo ABBA, mas não se engane com a propaganda de que a formação tem “dois membros originais”: são apenas músicos de estúdio do quarteto. A Virada se despede com a rara chance de ver Geraldo Azevedo, Elomar, Xangai e Vital Farias recriarem o aclamado álbum Cantoria, de 1984.
Praça da República
Próximo à av. Ipiranga, virado para a Rua do Arouche
19h: Paulo Vanzolini
21h: Nelson Sargento
23h: Baile do Simonal – Simoninha e Max de Castro
01h: Jair Rodrigues
03h: Elza Soares e Sandália de Prata
05h: Orlandivo e Clube do Balanço
07h: Terreirão do Sobral
09h: Almir Guineto
11h: Reinaldo, o Príncipe do Pagode
13h: Leandro Sapucahy
15h: Arlindo Cruz
17h: Germano Mathias e Dicró
Dedicado ao samba, começa com veteranos e expoentes do gênero, arranjando espaço para um tributo à bossa de Wilson Simonal, levado a cabo pelos filhos Simoninha e Max de Castro. O domingo traz o samba contemporâneo de Arlindo Cruz e Leandro Sapucahy, e dá adeus com as composições bem-humoradas de Germano Mathias, ao lado de Dicró.
Bulevar São João
No Vale do Anhangabaú
19h: Hermeto Pascoal
21h: Airto Moreira
23h: Booker T (EUA)
01h: The Temptations – Feat. Glenn Leonard (EUA)
03h: Orquestra Popular de Frevo do Recife
05h: Edy Star – Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez
07h: Nei Lisboa
09h: Nito Mestre (Sui Generis – Argentina)
11h: Tatit, Wisnik e Nestrovski
13h: Grupo Medusa
15h: Flora Purim
17h: Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz
Descrito como um espaço para “virtuosos”, começa com dois mestres da música instrumental: Hermeto Pascoal e Airto Moreira, do mesmo nicho de jazz que a cantora Flora Purim, na tarde de domingo, integra. Nas atrações internacionais, estão Booker T, lenda da soul music norte-americana; a nova encarnação do Temptations, um dos grupos vocais masculinos mais famosos dos EUA; e o argentino Nito Mestre, parceiro de Charly García no duo Sui Generis. O cantor gaúcho Nei Lisboa destoa do resto da escalação, mas deve atrair um punhado de fãs com chimarrão no início da manhã.
Vieira de Carvalho
Largo do Arouche, virado para a Av. Vieira de Carvalho
19h: Arrigo Barnabé – Caixa de Ódio: o Universo de Lupicínio Rodrigues
21h: André Abujamra – Desengonçalves, Canções de Nelson Gonçalves
23h: Frank Elvis & los Sinatras – Bailinho
01h: Sidney Magal
03h: Luis Caldas
05h: Double You
07h: Brothers of Brazil
09h: Waldirene
11h: Jerry Adriani
13h: Angelo Maximo
15h: Vanusa
17h: Wanderléa
Une desde homenagens a Nelson Gonçalves e Lupicínio Rodrigues, em seu centenário, até alguns nomes da Jovem Guarda, como Waldirene e Wanderléa. Na madrugada, festa com Sidney Magal e Luís Caldas. Culpe a diversidade, mas também entram na jogada Vanusa, Jerry Adriani, o poperô de Double You e os irmãos Suplicy, na pele do Brothers of Brazil.
Avenida São João
Av. São João, próximo a Rua General Osório, virado para a Av. Ipiranga
20h: Grand Mothers – Re:invented
22h: Big Brother & the Holding Co.
00h: Patrulha do Espaço
01h30: L.A. Guns
03h30: Velhas Virgens – Tributo a Adoniran Barbosa
05h30: Krisium
07h30: Imbyra
09h30: Pitty
11h30: CPM 22 – Só Ramones
13h30: Raimundos
15h30: Pequeno Cidadão
17h30: Titãs
Se o palco rock tem espaço para aberrações como a homenagem do CPM 22 ao Ramones e o Raimundos séculos 21, também trouxe atrações internacionais. As principais delas são a banda de Frank Zappa, Mothers of Invention – rebatizada de Grand Mothers – e a Big Brother & the Holding Co, que alçou Janis Joplin à fama. O L.A. Guns foi o grupo de Axl Rose e é recomendado apenas para fãs hardcore do Guns N’ Roses. No meio de tudo isso, um alento: o Pequeno Cidadão, projeto infantil de Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra e outros colaboradores.
Casper Líbero
Dois palcos, próximos às ruas Washington Luís e Mauá
19h: Juliana Kehl
20h40: Detetives
22h20: Tulipa Ruiz
00h: Dudu Tsuda
01h40: Cacau Brasil
03h20: Comma
05h: Naná Rizzini
06h40: Banda Dc
08h20: Rodrigo Campos
10h: Sambô
11h40: Rubra Pop Show
13h20: Karina Buhr
15h: Sweet Flavour Band
16h40: Mallu Magalhães
18h10: Musica do Mato (MT)
19h50: Caldo de Piaba (AC)
21h30: Black Drawing Chalks (GO)
23h10: Camarones Orquestra Guitarrística (RN)
00h50: Galinha Preta (DF)
02h30: Plastique Noir (CE)
04h10: Baba de Mumm-Rá (TO)
05h50: Vendo 147 (BA)
07h30: Hey Hey Hey (RO)
09h10: 4Instrumental (MG)
10h50: Aeromoças e Tenistas Russas (SP)
12h30: Nervoso e os Calmantes (RJ)
14h10: Terra Celta (PR)
15h50: Rinoceronte (RS)
17h30: Cabruêra (PB)
Com curadoria da Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes), traz desde nomes interessantes da cena indie (Black Drawing Chalks, Nervoso e os Calmantes, Tulipa Ruiz, Karina Buhr) a novidades da música nacional. A “veterana” Mallu Magalhães, na tarde de domiungo, parece perdida em um espaço dedicado aos, digamos, esquecidos da grande mídia.
Alameda Barão de Limeira
Próximo à Duque de Caxias
19h: Orquestra Brasileira de Música Jamaicana
21h: Pablo Moses (Jamaica)
23h: Cidade Negra e Ras Bernardo – Lute para Viver (1991)
01h: Fully Fullwood (Jamaica)
03h: Planta e Raiz
05h: Tribo de Jah
07h: Djambi
09h: Pedra Rara
11h: Leões de Israel
13h: Mano Bantu
15h: Clinton Fearon (Jamaica)
17h: Big Youth (Jamaica)
Inaugura um espaço específico para o reggae. Destaque para nomes atuais do Brasil e abra espaço para os jamaicanos – no caso, Pablo Moses e os grupos Fully Fullwood e Big Youth.
Estação da Luz
Espaço das orquestras
18h: Jazz Sinfônica
22h: Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Lírico – “Carmina Burana”
00h: Orquestra Experimental de Repertório – “Porgy & Bess”
04h: Quinteto Conclave
07h: Banda Jazz Sinfônica de Diadema
10h: Banda Sinfônica do Estado
13h: Danilo Brito, Mike Marshall e Catherina Lichtenberg – Encontro de Bandolins
16h: Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp
17h: Tchaicovsky Pas de Deux – São Paulo Cia de Dança e Osesp
Estação da Luz
Palco da dança
19h30: Raça Cia de Dança de São Paulo
21h: Diários de Viagem – Omstrab
23h30: Gnawa – São Paulo Cia de Dança
01h10: Baseado em Fatos Reais – Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira Cia de Dança
02h20: Diálogo – Jean Abreu e Guga Stroeter
03h: Embodied Voodoo Game – Cena 11 Cia. de Dança
05h00: “She´s Lost Control” – Cia. Vitrola Quântica
06h15: Corpo de Passagem – Grua
08h30: Corpo de Baile Jovem da Escola Municipal de Bailado
09h: Yin – Stacattospciadança
11h30: Balé Popular do Recife e Antúlio Madureira
14h30: Kathak Teen Taal – Kanchan Maradan
15h15: Danses Concertantes, Sabiá e Forrolins – Cisne Negro
17h10: Kathak Dhamaar – Kanchan Maradan
18h: Canela Fina – Balé da Cidade de São Paulo
Melhores Pastéis de Feira da Cidade: as dez melhores barracas de pastel de feira dos bairros de São Paulo, eleitas recentemente, estarão distribuídas pelo Centro, acompanhadas por barracas de garapa e de frutas. Espaços cadastrados pela organização vão comercializar bebidas e alimentos ao preço mais baixo possível: esse foi o critério de seleção.
Galeria Prestes Maia: será o lugar de uma programação “alternativa”, com enfoque na cultura da tatuagem, da suspensão (aquela em pessoas ficam penduradas com ganchos presos ao corpo) e de DJs com estilos diversos, de rock, pop, passando pelo country e até death metal.
Marchinhas de São Luiz do Paraitinga: montado no Largo da Misericórdia, próximo à Sé, o palco vai simular ao longo de 24 horas o carnaval da cidade do interior paulistano, atingida por enchentes no início deste ano.
Dimensão Nerd: na Praça Roosevelt, servirá de chegada para desfiles de fãs de Guerra e Jornada nas Estrelas e adeptos do Cosplay, fantasias de personagens fantásticos variados. Haverá ainda exposições, stands temáticos, mesas para RPGs e jogos de tabuleiro, discotegem correlata e espaço para editoras de quadrinhos.
Cinemas na Virada: a programação expande o projeto bem sucedido do ano passado e recupera o glamour dos cinemas históricos do Centro, hoje dedicados a produções pornô, com ciclos específicos. O Cine Windsor (Ipiranga, 174) exibirá filmes de zumbi; o Cine Dom José (Dom José, 306), filmes de lobisomem; e o Cine Arouche (Largo do Arouche, 426), musicais clássicos de Hollywood. A Cinemateca Brasileira coloca em suas duas salas uma belíssima programação dedicada à música, o HSBC Belas Artes privilegia o dito cinema gastronômico e Cine Olido, na Galeria Olido, sedia uma retrospectiva da Mostra Internacional de São Paulo.
Centro Cultural Banco do Brasil: além de abrir suas portas ao longo da noite, o CCBB promove uma sessão gratuita do espetáculo “Simplesmente Eu, Clarice Lispector”, monólogo de Beth Goulart, às 22h. Entrada franca, mediante retirada de senha uma hora antes do início.
Unidades do Sesc: programação bastante variada. O Sesc Consolação reúne, a partir das 18h, covers de Amy Winehouse, Bee Gees, Michael Jackson e Madonna, entre outros. No Sesc Pompeia, a Orquestra Imperial comanda quatro horas de festa, entre as 20h e 2h, com ingressos de R$ 3 a R$ 12. Amantes do teatro tem uma boa oportunidade de assistir ao último espetáculo do Grupo Galpão, “Till, a Saga de Um Herói Torto”, à 0h30, no Sesc Santana. Na mesma unidade, dois shows interessantes: Arnaldo Antunes, às 23h, e Movéis Coloniais de Acaju, às 3h30.
Casa das Rosas: três atrações musicais que valem seu tempo. Às 15h de sábado, Lanny Gordin, o guitarrista da Tropicália, se apresenta com sua banda. Às 19h, Sérgio Ricardo, que acaba de ganhar uma biografia, toca ao lado de Filó Machado. Na sequência, às 21h, Tetê Espíndola faz um apanhado de sua carreira.
Memorial da América Latina: a Orquestra Jovem Tom Jobim toca ao lado de Mônica Salmaso e o grupo Pau Brasil às 21h, no qual a cantora apresenta as canções de Chico Buarque que deram origem a seu último álbum, “Noites de Gala, Samba na Rua”.
- Confira dicas de hospedagem, restaurantes, pacotes temáticos e passeios
- Consulte a programação completa da Virada Cultural 2010 no site oficial
Veja o mapa da Virada Cultural no site Globo.com.
O restaurante inalcançável quinta-feira, 1 abril, 2010
Será que foi sentimento de culpa?
No fim de semana, um amigo buscava uma indicação de restaurante no Twitter. Dos “retuítes” que enviou um deles me interessou: um link para o site de um restaurante que há tempos queria ir, mas já tinha até esquecido.
Oba, legal, entrei no site, relembrei o endereço super perto da minha casa e para lá partimos, eu, marido, filha e enteado, sem guarda-chuva e a pé, num domingo garoento. Tão bom andar a pé, mesmo com fina garoa.
Alguns quarteirões adiante, a chuva apertou, mas já chegávamos ao local, quando vimos e não acreditamos!
Naquela esquina onde deveríamos ter um almoço gostoso e diferente, apenas trabalhadores e entulho. Toda a esquina indo abaixo e nenhum sinal do nosso restaurante. Rimos com a cena e de nossa desventura, nos dirigindo rapidamente para uma segunda opção perto de lá.
O marido constrangido comentou: “Poxa, acho que você tem que escrever no seu blog: tantos anos querendo ir a esse restaurante e no dia em que o marido concorda, o restaurante está sendo demolido!”
Resenha de um filme bobinho segunda-feira, 15 março, 2010
É incrível. Já assisti por inteiro (ou algumas partes) o filme “Como se fosse a 1ª vez” (50 first dates), umas 6 vezes e, como o apaixonado do filme, não me incomodo (ou me resigno) com o repeteco.
Mais cômodo seria mudar o canal da TV a cabo, mas eu não mudo.
Hoje (na verdade hoje era dia 21/02) assisti o terço final do filme e me peguei com algumas lágrimas pulando dos olhos na penúltima cena. Digo pulando, pois não escorriam pela face e sim pulavam.
Não imaginava que isso – essa emoção – ainda fosse possível de ser despertada por esse filme. Será a química entre Adam Sandler e Drew Barrymore? Risos: não sou tão romântica assim, principalmente com comédias românticas americanas. Ou é a idéia do quanto é fácil esquecermos os momentos felizes que vivemos quase todos os dias?
Assim, mesmo já sabendo quase de cor cada cena, ainda aprecio os diálogos, ainda me envolvo com a emoção dos personagens. É como se não quisesse esquecer a emoção (até de estranheza sobre o roteiro inverossímel) que o próprio filme me despertou na 1ª vez. Transformo-me no próprio Henry, o herói apaixonado e com coragem de lutar pela felicidade, para fugir de me parecer com Lucy, a que esquece diariamente qual é o futuro que lhe aguarda!






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