Fragmentos Móveis

Repúdio a um livro didático terça-feira, 3 julho, 2007

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Professores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro estão criticando um livro de geografia recomendado pelo MEC para alunos da 6a série. Segundo eles, trata-se de uma apologia ao tráfico de drogas dirigida a estudantes de 11 a 13 anos.

A discussão intrigou-me, mas não acho aconselhável realizar algum juízo de valor sobre o tema sem conhecer a obra, a proposta e a trajetória dos autores do livro. Vamos pesquisar…

A notícia que saiu no A Tarde online diz que:

“Professores da rede municipal do Rio preparam um manifesto criticando o livro “Geografia – Sociedade e Cotidiano”, da editora Escala Educacional, por apresentar um mapa intitulado Áreas de Atuação de Grupos de Tráfico de Drogas no Rio de Janeiro. O documento pedirá a retirada de circulação do material e será enviado ao Ministério da Educação (MEC). O livro, apesar de indicado pelo MEC, foi vetado pela prefeitura carioca nas escolas municipais.

“Esse livro é anti-pedagógico, uma agressão ao povo do Rio”, disse o ex-secretário estadual de Educação e membro da Academia Brasileira de Letras, Arnaldo Niskier. “É preciso haver maior transparência nos métodos de escolha pelo MEC. Ninguém conhece os critérios de avaliação, quem são os avaliadores, por que um deve e outro não deve ser aprovado”, criticou o educador. (…)

A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Maria Beatriz Rios, criticou a abordagem do livro, mas admitiu que o assunto deve ser tratado em sala de aula. O sindicato deve se reunir para analisar a questão e decidir se adere ao manifesto, que, segundo ela, surgiu por iniciativa dos professores. “Não tem como esconder essa realidade (do tráfico), mas temos que ver a maneira como tudo isso será abordado em sala de aula.”, disse Maria Beatriz.”

 

USP após 28 dias quinta-feira, 31 maio, 2007

Filed under: Uncategorized — fragmentosmoveis @ 1:15 pm
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  • Hoje a ocupação da Reitoria completa 28 dias.
  • Hoje eu li até no Overmundo sobre o tema, e veio de um jovem mineiro a análise, colocando-se sob o ponto de vista de um aluno da USP por um dia.
  • Hoje o ex-ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, fez uma análise sobre os erros no decreto, corrigido com o decreto declaratório de hoje.
  • Hoje os estudantes divulgaram nota dizendo que: O governo, através do decreto declaratório, sinalizou que começa a entender a importância da autonomia universitária, legitimando o movimento que, desde o início, denunciava o seu ataque. O movimento compreende que o referido decreto, publicado hoje, dia do ato em defesa da universidade pública, acena o início de um processo de diálogo e negociação do Governo do Estado de São Paulo, representado pelo atual governador José Serra, com o movimento grevista.”
  • Hoje está acontecendo uma passeta de estudantes, professores e funcionários.
  • Hoje eu vi o novo blog dos estudantes sobre a Ocupação: 5 mil cercados pelo cordão do choque a caminho do Palácio dos Bandeirantes no Morumbi; prisão de um estudante.
  • Hoje você pode ver em vídeo o momento do confronto no site Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim.

Vejo a Universidade dividida entre duas listas: a de professores que apóiam a ocupação, e a de professores que apóiam a desocupação. Imagino a cobrança pela tomada de posição. Leio as listas, vejo quem conheço, que posição tomou.

Vejo que o diálogo está difícil de acontecer. Decreto e prisão não combinam.