Fragmentos Móveis

Da pizza de jambu à biopirataria sexta-feira, 9 março, 2007

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Tudo começou quando li no Overmundo.com.br sobre um lugar conhecido nacionalmente em Belém, do Pará, por sua pizza de jambu. Fiquei surpresa e feliz. Agora entrei para o rol das pessoas que já ouviram falar de pizza de jambu.

Segundo Vladimir Cunha, que deu a dica no site, esse lugar, “Café Imaginário é também um dos pontos preferidos da turma que gosta de música instrumental e de espaços alternativos em Belém” e é frequentado por “artistas, músicos, jornalistas, artistas plásticos e demais integrantes da fauna boêmia local“.

Pra quem não sabe, jambu é uma erva típica da região norte do Brasil, mais precisamente do Pará. Também é conhecida como agrião-do-pará. O jambu é muito utilizado na culinária paraense, podendo ser encontrado em iguarias como o tacacá (ai, que delícia!) e o pato no tucupi.
Que novidade para uma paulista! Adoro tacacá, mas nunca imaginei o jambu como ingrediente de uma pizza. Fiquei louca para experimentar. Morei quando criança em Belém, mas saí aos 4 anos e nunca mais voltei!

Daí, foi um passo para descobrir um pouco mais sobre meu querido jambu e compartilho aqui as informações do site Biopirataria.org:

  • A medicina tradicional recomenda suas folhas e flores na elaboração de infusões no tratamento de anemia, dispepsia, malária, afecções da boca (dor de dente) e da garganta e, contra escorbuto, e também como antibiótico e anestésico.
  • Existem Patentes sobre o princípio ativo da espécie em nome de companhias japonesas, para produção de cremes cosméticos – máscara facial. No Japão é usada ainda, para proporcionar hálito fresco, em produtos como goma de mascar e creme dental.

Segundo a organização, que considera “questionável a prática de patenteamento de plantas e cultivares tradicionalmente usadas pelas comunidades da Amazônia e o registro de seus nomes como marcas“, há também registros por empresas dos EUA (em 1973), Inglaterra (1976) e União Euroéias (2001).

Apesar da história da biopirataria ter começado nos idos de 1500, com o pau-brasil, essa questão é muito atual e promete muito “pano para manga” no futuro. É uma questão de soberania nacional que merece ser discutida.