Fragmentos Móveis

Palestina livre quinta-feira, 8 janeiro, 2009

Filed under: Uncategorized — fragmentosmoveis @ 5:47 pm
Tags: , , ,

Esta passagem de ano, ao invés de representar a confraternização dos povos, em busca da paz, será lembrada pelos mais de 400 mortos e 1.700 feridos, 300 deles em estado muito grave na Faixa de Gaza.
Enquanto nós estamos na praia, seja a elite mais confortavelmente instalada em hotéis e pousadas, seja a massa dedicada a um dia de farofa na praia ou churrasco na laje no Brasil, milhões de palestinos estão acuados – não somente os da Faixa de Gaza.

Por um estado único no território palestino, laico e democrático!

(dia 02/01/09)

Hoje, dia 08/01, os mortos chegam a 770 e são mais de 3.100 feridos.
Junto-me ao chamamento:

¡Derecho de todos los refugiados palestinos al retorno!
¡Asamblea Constituyente soberana!
¡Un solo Estado, una sola Palestina
libre, laica y democrática,
que reúna con igualdad de derechos
a los componentes árabe y judío!
¡Parad de inmediato las masacres en Gaza!
¡Detened los bombardeos!
¡No a la intervención terrestre!
¡Levantamiento inmediato del bloqueo!
¡Abajo la ocupación militar!

Ler mais.

Anúncios
 

Brasil: Impunidade e segurança ainda preocupam, diz Anistia quarta-feira, 28 maio, 2008

Filed under: Uncategorized — fragmentosmoveis @ 7:37 pm
Tags: ,

Publicação do relatório anual da Anistia Internacional sobre a situação dos direitos humanos em 150 países mostra que a situação do Brasil ainda é das piores.

Vídeo no site do UOL mostra entrevista com Tim Cahill, representante do Brasil para a Anistia Internacional.

http://st1.mais.uol.com.br/embed.swf?path=/9/6E/13/&id=65158&host=http://st1.mais.uol.com.br&mediaId=brasil-impunidade-e-seguranca-ainda-preocupam-diz-anistia-040270E0C163E6

 

Repúdio a um livro didático terça-feira, 3 julho, 2007

Filed under: Uncategorized — fragmentosmoveis @ 3:57 pm
Tags: , ,

Professores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro estão criticando um livro de geografia recomendado pelo MEC para alunos da 6a série. Segundo eles, trata-se de uma apologia ao tráfico de drogas dirigida a estudantes de 11 a 13 anos.

A discussão intrigou-me, mas não acho aconselhável realizar algum juízo de valor sobre o tema sem conhecer a obra, a proposta e a trajetória dos autores do livro. Vamos pesquisar…

A notícia que saiu no A Tarde online diz que:

“Professores da rede municipal do Rio preparam um manifesto criticando o livro “Geografia – Sociedade e Cotidiano”, da editora Escala Educacional, por apresentar um mapa intitulado Áreas de Atuação de Grupos de Tráfico de Drogas no Rio de Janeiro. O documento pedirá a retirada de circulação do material e será enviado ao Ministério da Educação (MEC). O livro, apesar de indicado pelo MEC, foi vetado pela prefeitura carioca nas escolas municipais.

“Esse livro é anti-pedagógico, uma agressão ao povo do Rio”, disse o ex-secretário estadual de Educação e membro da Academia Brasileira de Letras, Arnaldo Niskier. “É preciso haver maior transparência nos métodos de escolha pelo MEC. Ninguém conhece os critérios de avaliação, quem são os avaliadores, por que um deve e outro não deve ser aprovado”, criticou o educador. (…)

A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Maria Beatriz Rios, criticou a abordagem do livro, mas admitiu que o assunto deve ser tratado em sala de aula. O sindicato deve se reunir para analisar a questão e decidir se adere ao manifesto, que, segundo ela, surgiu por iniciativa dos professores. “Não tem como esconder essa realidade (do tráfico), mas temos que ver a maneira como tudo isso será abordado em sala de aula.”, disse Maria Beatriz.”

 

17 povos vivem na ‘iminência’ de extinção quarta-feira, 27 junho, 2007

Filed under: Uncategorized — fragmentosmoveis @ 2:52 pm
Tags:


Dados divulgados pelo Boletim Famaliá dão conta de que a ameaça de extinção de povos indígenas não deixou de existir ainda.

Os que pensam que a extinção desses povos é um fato do passado, devem mudar de idéia. Os dados divulgados pelo Cimi são alarmantes.

Para os que se interessam pela questão indígenas, dois eventos se destacam:

II Seminários dos Povos Indígenas e Sustentabilidade

Índios lançam ensaio fotográfico em São Paulo: no MIS a partir de 26/06/07


17 povos vivem na ‘iminência’ de extinção, alerta CIMI

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) acredita que existem 17 povos indígenas isolados vivendo “na iminência de extinção”. Eles ficam no Acre, Amazonas, Mato Grosso e Rondônia. Um dos casos envolvendo denúncia de genocídio ocorreu entre os povos isolados do Rio Pardo, nos Estados do Amazonas e Mato Grosso.

De acordo com denúncia no Ministério Público Federal, houve massacres nos municípios de Apuí e Colniza, no fim de 2004 e início de 2005. Segundo o Cimi, um grupo de madeireiros, com participação de um ex-delegado de polícia de Mato Grosso, invadiu a área indígena e matou os índios.

Em outubro de 2005, a Frente de Proteção etnoambiental Madeirinha, da Funai, fez contato visual com um grupo de três índios sobreviventes. A terra indígena foi interditada por duas portarias, mas, segundo o Cimi, “falta fiscalização da área”. Para o Cimi, grupos de extermínio agem a serviço de grileiros de terras, madeireiros e fazendeiros, que tentariam eliminar “qualquer vestígio de presença indígena para inviabilizar a demarcação de suas terras, liberando-as para a apropriação privada, exploração dos recursos naturais, pecuária e agronegócio”. Os riscos vão além dos conflitos. A história dos matizes é um bom exemplo de como o contato com o branco pode ser desastroso.

No início da década de 70, eles não tinham contato com outras culturas e eram aproximadamente mil. Com a chegada da Funai, e após os madeireiros (2002), eram 216. Em meados de 90, eram 100 apenas.
Voltaram a crescer após o isolamento dos rios Ituí e Itaquaí, em 1996, pela Funai.

Fonte original: O Estado de S. Paulo

 

Death Poem

Filed under: Uncategorized — fragmentosmoveis @ 8:58 am
Tags: , , ,

Catatau, que visitou o Parapeito de Papel outro dia, cumpriu sua promessa e foi buscar na Universidade de Iowa um dos poemas escritos em Guantânamo, o qual também transcrevo aqui. Como ele diz em seu blog, “junto a filmes como Road to Guantanamo, e manifestações artísticas como as de Bansky, o livro de poemas é um esforço a mais para dar voz a quem – no país da liberdade – não possui voz alguma.”.

Death Poem

Take my blood.
Take my death shroud and
The remnants of my body.
Take photographs of my corpse at the grave, lonely.

Send them to the world,
To the judges and
To the people of conscience,
Send them to the principled men and the fair-minded.

And let them bear the guilty burden before the world,
Of this innocent soul.
Let them bear the burden before their children and before history,
Of this wasted, sinless soul,
Of this soul which has suffered at the hands of the “protectors of peace.”

(Jumah al Dossari)
 

Livro reúne poemas de presos em Guantánamo quinta-feira, 21 junho, 2007

Filed under: Uncategorized — fragmentosmoveis @ 7:47 am
Tags: , , ,

A notícia foi dada na BBC Brasil hoje.

Uma coleção quase clandestina de poemas escritos por prisioneiros da base militar americana de Guantánamo será lançada até o fim do ano por uma editora dos Estados Unidos.

Poems from Guantánamos: The Detainees Speak (“Poemas de Guantánamo: Os Prisioneiros Falam”, em tradução livre) já pode ser encomendada online no site da Universidade de Iowa Press.

Os organizadores da coleção disseram que os 22 poemas dos 17 autores foram inicialmente “escritos em pasta de dente, ou riscados com bolinhas de gude em copos de plástico”, expressando o que chamam de “forma mais básica de arte”.

 

Tribunal Internacional Furacão Katrina quarta-feira, 20 junho, 2007

Filed under: Uncategorized — fragmentosmoveis @ 12:45 pm
Tags: , , ,

No dia 06 de março desse ano, escrevi um post chamado Como está Nova Orleans hoje.
Eu o recupero aqui, pois acrescentam-se novidades importantes.

O post original:

Esta imagem é do interior de uma casa em Nova Orleans destruída pelo furacão Katrina !!!

A imagem está no livro ‘After the flood’ (Depois da enchente), do fotógrafo canadense Robert Polidori.

Muitos desconhecem a atual situação da população atingida pelo Katrina. Pode ser que imaginem que o governo Bush, grande salvador do mundo, providenciou empregos e até reconstruiu a cidade. Triste ilusão!

17 meses depois, a maioria das casas são inabitáveis como mostra a foto acima e a maioria da população (negros, em sua maioria) está desempregada, foi expulsa da cidade ou migrou para outros lugares e até países, em busca de trabalho e educação, numa verdadeira “limpeza étnica”.

Esta foto foi usada em campanhas anti-tabagismo pela agência Neogama, fazendo uma metáfora com o que pode acontecer no interior do corpo de quem fuma. Mas ela bem pode ser vista por quem quer imaginar como está o coração da população de Nova Orleans.

Os que resistem estão organizando um Tribunal Internacional Katrina, que deverá ocorrer em agosto. No Brasil está à venda um caderno informativo para ajudar a financiar a campanha (pedidos para tribunalkatrina_br@yahoo.com.br).

As novidades:

  • Os outdoors anti-fumo do Brasil levaram o Leão de Ouro em Cannes ontem, dia 19/06/07. A campanha anti-tabagismo criada pela agência Neogama/BBH de São Paulo, foi vencedora do Leão de Ouro em Cannes na categoria outdoor. As peças foram criadas para a ADESF (Associação de Defesa da Saúde do Fumante). Ver as outras fotos aqui.
  • A Coalizão do Fundo Popular de Ajuda às Vítimas do Furacão (PHRF-OC) e a Coalizão de Militantes Negros Sobre o Katrina, juntamente com o Acordo Internacional dos Trabalhadores, o Tribunal Internacional África e outras organizações internacionais lançaram uma campanha com a finalidade de convocar um Tribunal Internacional – Furacão Katrina, destinado a julgar as violações dos direitos humanos, cometidas pelo governo dos EUA.
  • No Brasil, Edenice Santana, militante do movimento negro da Bahia e dirigente da CUT,
    compôs a Comissão Internacional de Inquérito que esteve na Luisiana e decidiu pela convocação do Tribunal. O Tribunal Internacional terá lugar em Nova Orleans, de 29 de agosto a 2 de setembro de 2007, segundo ano da tragédia.
  • Mais informações: www.peopleshurricane.org
  • Em São Paulo, SOS Racismo 0800 773 3886